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Câmara Municipal de Canudos

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Visão Geral

Visão Geral

Bandeira Bandeira do Município
Brasão Brasão do Município
  • Aniversário: 25 de fevereiro
  • Fundação: 25 de fevereiro de 1985
  • Padroeiro (a):Santo Antônio
  • Gentílio:canudense
  • Cep: 48520-000
  • População: 16752 (estimativa)
  • Presidente (a): (PSD)
    2021 - 2022

Geografia

O município de Canudos fica localizado a uma latitude 09º53'48" sul e a uma longitude 39º01'35" oeste, estando a uma altitude de 402 metros e encontra-se inserido no Polígono das Secas e no vale do rio Vaza-Barris. O município possui uma área de 3.189,540 km² e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 16 752 habitantes.

Área Territorial 3.565,377 km² [2019]
População estimada 16.753 pessoas [2020]
Densidade demográfica 4,89 hab/km² [2010]
Escolarização 6 a 14 anos 98,6 % [2010]
IDHM Índice de desenvolvimento humano municipal 0,562 [2010]
Mortalidade infantil 25,86 óbitos por mil nascidos vivos [2017]
Receitas realizadas 40.038,98209 R$ (×1000) [2017]
Despesas empenhadas 40.279,64027 R$ (×1000) [2017]
PIB per capita 7.617,34 R$ [2018]

Dados do IBGE

Clima

Tropical Semi-árido

História

Canudos é hoje uma cidadezinha pacata, com traçado planejado e ruas retas. Fica a 410 km de Salvador, junto ao açude Cocorobó, região Nordeste do estado. O município foi criado na década de 1980 e tem apenas 16.752[2018] habitantes. Mas sua história vem do final do século XIX, com acontecimentos que abalaram o país. Um dos pontos turísticos mais visitados do sertão da Bahia, o município e a região foram palco de um dos episódios mais marcantes da História da Bahia: a Guerra de Canudos.

Tudo começou quando o beato Antônio Conselheiro encerrou sua peregrinação pelo sertão e fundou o povoado de Belo Monte, na Fazenda Canudos, em junho de 1893. Dois meses antes, seus seguidores foram atacados pela polícia baiana, e o conflito resultou em mortes dos dois lados. A partir daí, milhares de fiéis foram ao encontro do novo Messias na “Terra Prometida”.
O Conselheiro anunciava para breve o fim do mundo e não reconhecia o governo terreno da República recém-proclamada. Em apenas três anos Belo Monte transformou-se na segunda maior aglomeração urbana do estado, com 25 mil habitantes, só perdendo para Salvador. Levas e levas de sertanejos pobres continuavam a abandonar as fazendas para ir viver no povoado, rezar, fazer penitência e esperar o juízo final. E o fim daquele mundo não tardou. Pressionado pelos coronéis e pela Igreja, o governo chamou o Exército para dissolver a comunidade mística.
A tarefa não foi fácil. O Conselheiro também preparava-se para se defender de um ataque do governo. Sua guarda era formada por jagunços convertidos. Por subestimar o poder de fogo dos sertanejos, o Exército foi derrotado na primeira, na segunda e na terceira tentativa. Quase dois mil soldados foram rechaçados, e o comandante da penúltima expedição foi morto em combate.
As forças federais e municipais, com armas de repetição, metralhadoras e canhões, não conseguiram tomar o povoado. A defesa era feita com espingarda de carregamento lento, facões e ferros de manejar gado. Só depois de mobilizar mais cinco mil soldados, tendo à frente dois generais, o Exército conseguiu tomar o povoado, que resistiu até o fim. Belo Monte foi completamente destruída em outubro de 1897.
Passados alguns anos, as pessoas começaram a retornar e reconstruíram o lugarejo, que passou a ser chamado de Canudos. Mas, em 1968, como que cumprindo a profecia atribuída a Conselheiro de que o sertão iria virar mar, Canudos foi invadida pelas águas represadas do Rio Vaza Barris. Hoje está a 40 metros de profundidade, sob os 250 milhões de metros cúbicos de água do açude Cocorobó.
Memória Viva
Os números de Canudos até hoje permanecem imprecisos. Sabe-se que morreu um mínimo de 10 mil pessoas, das 25 mil que viviam em Belo Monte. O Exército teve mais de duas mil baixas, entre mortos, feridos e desertores. Independentemente da tragédia humana ocorrida na Canudos de 1897, a verdade está expressa no testemunho vivo de Euclides da Cunha, na obra Os Sertões: "Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a História, resistiu até o esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados".

A Canudos de hoje está a 15 km da velha Canudos, e vive da pesca de tilápias e tucunarés do açude de Cocorobó e do cultivo de sementes na área aproveitada do perímetro irrigado pelo açude. O Centenário de Canudos foi comemorado em 1997. Decorridos mais de cem anos dos dramáticos episódios nos sertões da Bahia, prosseguem os esforços de estudiosos, brasileiros e estrangeiros, para descrevê-los e interpretá-los, tentando vencer a dicotomia entre o real e o imaginário que o caso histórico sempre ensejou.
A Igreja hoje já tem outro discurso: “ O Conselheiro era um homem fantástico. Estamos resgatando a história dos vencidos”, garante o Padre João Antônio, numa visão que faria arrepiar D. Luís, Arcebispo da Bahia, que, em 1882, proibia os paroquianos de ouvir as pregações do Conselheiro.
A cidade já se acostumou com os forasteiros. “O movimento tem aumentado muito nos últimos anos”, diz Jailda Oliveira, dona do Hotel São João Batista, onde se hospedou o escritor peruano Mário Vargas Llosa, enquanto escrevia A Guerra do Fim do Mundo, sobre a tragédia de Canudos, lançado em 1981, e traduzido para mais de 15 idiomas. O pai de Jailda, João da Guerra, sabia muitas histórias e foi uma das fontes do escritor.
Canudos ainda vive meio isolada da capital. As emissoras de televisão só transmitem a programação do Rio e de São Paulo. Os jornais só chegam por encomenda. É preciso percorrer um trecho de 84 km de estrada de barro para alcançar a cidade. É no dia de feira, aos domingos, que a alma sertaneja se faz presente no centro da cidade. Raizeiros vendendo ervas medicinais, propagandistas com mala de cobra anunciando remédios milagrosos, e um grupo de zabumba saudando o padroeiro da cidade.
Do centro de Canudos se avista uma espécie de platô avermelhado, que se sobressai sobre uma planície, conhecido como Toca Velha. É morada da arara azul de lear, uma espécie de ocorrência restrita à caatinga. Nenhum caçador entra mais naquela área depois de um trabalho de conscientização desenvolvido pela fundação Biodiversitas para a conservação da diversidade biológica, com sede em Belo Horizonte. A fundação tem conseguido aumentar a população das aves, que estavam ameaçadas de extinção.

Turismo

No que diz respeito aos aspectos turísticos seus maiores pontos turísticos são:

O parque Estadual de Canudos, que preserva alguns pontos onde ocorreram as batalhas da Guerra de Canudos, dentre eles o alto do Mário, o Alto da Favela e a sede da Fazenda Velha – onde morreu o Coronel Moreira César, conhecido como o corta-cabeças, em sua desastrada tentativa de conquistar Canudos.
O IPMC – Instituto Popular Memorial de Canudos, que preserva o Cruzeiro de Antônio Conselheiro crivado de balas durante a guerra, além de uma coleção de arte popular inspirada na história do Belo Monte e uma pequena biblioteca sobre a guerra de Canudos e questões camponesas.
O Memorial Antônio Conselheiro, mantido pela UNEB, que guarda achados arqueológicos da região, além de algumas roupas e máscaras usadas na produção do filme “ A Guerra de Canudos” de Sérgio Rezende.
Estação Biológica de Canudos, mantida pela Fundação Biodiversitas.
A Estação Biológica de Canudos é uma reserva biológica particular, com área de 1477 hectares localizados no sertão do estado da Bahia. Pertencente à ONG Biodiversitas, a reserva foi criada em 1989 com a finalidade de garantir a preservação da arara-azul-de-lear. Esta ave é endêmica na caatinga baiana e encontra-se ameaçada de extinção.
Nesta estação são desenvolvidas atividades de proteção ao habitat, educação ambiental, manejo do licuri, base de alimentação do pássaro, estudos biológicos e trabalhos de fiscalização.
A Estação é mantida pelo Fundo Judith Hart. Possui duas bases de campo, a norte e noroeste da reserva, que são pontos de apoio a funcionários, pesquisadores e estudantes. Possui também um escritório na cidade de Canudos.

Letra do Hino

ORGULHOSAMENTE SOMOS CANUDENSES,
TRAZEMOS A BANDEIRA EM NOSSOS CORAÇÕES
SOMOS FORTES E BRAVOS SERTANEJOS É ASSIM QUE EU VEJO
O POVO DO MEU SERTÃO, (BIS)
SOMOS O BRILHO DESSE SOL ARDENTE, SOMOS A NASCENTE DO VAZA BARRIS
QUE VEIO DESBRAVANDO A CAATINGA TRAZENDO AO CANUDENSE
A CERTEZA DA VITORIA

SOMOS DESCENDENTE DE UM POVO
QUE LUTOU HEROICAMENTE PELOS SEUS IDEAIS
FOMOS MASSACRADOS PELA HISTÓRIA
RESSURGIMOS PELA GLORIA E A FÉ EM NOSSO PAI

SOMOS FORTES E BRAVOS SERTANEJOS
É ASSIM QUE EU VEJO O POVO DO MEU SERTÃO (BIS)

CANUDOS TU ÉS RAIZ FORTE ONIPONENTE
ONDE TODA ESSA GENTE LUTA PARA SER FELIZ
TEU NOME ESTÁ GRAVADO NA MEMÓRIA
ESTÁ NOS LIVROS DA HISTÓRIA
DO NOSSO AMADO PAÍS

TU ÉS MEU BERÇO, ÉS MEU PONTO DE PARTIDA
CANUDOS É MINHA VIDA O SEU VERDE É ESPERANÇA
SEU AZUL LÁ NA IMENSIDÃO DO CÉU
ME COBRE COM TEU MANTO
SEU VERMELHO É SO LEBRANÇA

SOMOS DESCENTE DE UM POVO
QUE LUTOU HEROICAMENTE PELOS SEUS IDEAIS
FOMOS MASSACRADOS PELA HISTÓRIA
RESSURGIMOS PELA GLÓRIA E A FÉ EM NOSSO PAI

SOMOS FORTES E BRAVOS SERTAJOS
É ASSIM QUE EU VEJO O POVO DO MEU SERTÃO ( BIS )

Áudio do Hino