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Câmara Municipal de Canudos

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Funcionários da Câmara homenageiam Vereadores

04/10/2019 às 13h03

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Na Sessão Ordinária realizada no dia 03 de Outubro de 2019, funcionários da Câmara Municipal de Canudos-Ba prestaram uma homenagem aos agentes políticos desta edilidade, referente a 1º de Outubro (Dia Nacional do Vereador). Acompanhe na íntegra a carta em homenagem aos Vereadores escrita pelos funcionários:

“ Desde a primeira eleição para a vereança municipal, no primeiro município do Brasil, a Vila de São Vicente, no litoral de São Paulo, em 1532, o vereador vem aumentando cada vez mais a sua importância como uma das principais bases da democracia brasileira.

O Dia Nacional do Vereador foi instituído pela Lei Federal nº 7.212, de 11 de julho de 1.984.

O Decreto de Lei definiu o dia 1º de outubro como Dia do Vereador, porque foi nesta data que o ex-imperador do Brasil D. Pedro I oficializou as normas que definem o cargo de vereador no país.

A origem da palavra “vereador” está ligada ao sentido de verificar, analisar, avaliar. Neste sentido, ele tem a função de denunciar irregularidades, elaborar leis (entre elas, a Lei Orgânica do Município), fiscalizar as contas do Poder Executivo local, além de desempenhar funções de ordem administrativa na câmara municipal onde atua.

No Brasil, as câmaras de vereadores são mais antigas até mesmo do que o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas. A primeira delas foi instalada em 1532, por Martin Afonso de Souza, na capitania hereditária onde foi fundada a primeira vila brasileira – atual cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo. Por causa disto, ficou conhecida como "Câmara Vicentina".

Nessa época, os municípios brasileiros, por meio de suas câmaras, buscavam autonomia e independência administrativa em relação à metrópole. Tiveram participação ativa no movimento de Independência.

Em 2017, o Jornal “El País”, publicou uma matéria intitulada de: Canudos, a cidade do fim do mundo

Depois de renascer de suas cinzas, Canudos foi afogada por uma represa. Esta é sua memória.

A cidade de Canudos fica no interior vazio do Nordeste do Brasil, no meio desta região arisca e dura, o sertão, de uma vegetação única e singularmente bonita, a caatinga, que aguenta por 11 meses a mordida de um sol incandescente. Mas Canudos é famosa por outra coisa: em 1896, um batalhão de milhares de camponeses miseráveis, assolados por esta mesma seca, ajudados por grupos de bandoleiros e capatazes bravos de gado acostumados a lutar e a matar, ergueram-se em armas e enfrentaram a jovem república brasileira de então nesta cidade fora de todos os mapas. Liderados por Antônio Conselheiro, para alguns um fanático paranoico e retrógrado, para outros um santo milagreiro iluminado pela graça divina.

Canudos rechaçou inacreditavelmente três expedições militares e só sucumbiu em outubro de 1897 à quarta, composta por um exército de mais de 4.000 homens, com canhões e metralhadoras, vindos de todos os Estados do Brasil. Tudo isso é contado num português primoroso por Euclides da Cunha, que viajou com essa quarta expedição, em Os Sertões, obra essencial da literatura brasileira. E é narrado magistralmente por Mario Vargas Llosa em A Guerra do Fim do Mundo.

O homem que no Rio e na Bahia foi injuriado e descrito como um inimigo declarado do Brasil é enaltecido na terra em que morreu. A guerra de Canudos é resumida muitas vezes como o confronto entre a religiosidade cega em busca de milagres, personificada por este santarrão, de quem vivia com a desgraça nas costas e os que quiseram impor o progresso e a racionalidade do novo século à base dos tiros de canhão.

Na área há escolas batizadas com o nome de Antônio Conselheiro. E romarias anuais realizadas em sua memória. No museu local dedicado à guerra de Canudos existe outra estátua dele, e a seu pé há uma placa que lista e chama de heróis os principais defensores da cidade frente ao Exército regular da República, incluindo os bandoleiros e criminosos que decidiram pôr suas armas e sua destreza assassina a serviço de seu caudilho, louco ou não.

A verdade é que “Nem o fogo nem a água conseguiram apagar nossa história”.

E é nesse intuito de representatividade que viemos até aqui, prestar nosso reconhecimento aos senhores Vereadores e Senhoras Vereadoras que buscam, incansavelmente, manter nossa história e nosso município com vida.

Não é fácil. Nunca foi. Sabemos das cobranças e críticas diárias que cada um e uma de vocês recebem. Acompanhamos de perto, sentimos de perto.

Dentre as características da natureza política humana a partir do pensamento de Aristóteles encontramos o conceito de animal político (Zoon Politikon), um animal racional que fala, pensa e que, além disso, tem necessidade natural de conviver em sociedade.

Aristóteles entende que a cidade tem precedência sobre cada um dos indivíduos, pois, isoladamente, o indivíduo não é autossuficiente. Ademais o indivíduo só pode se desenvolver em sua capacidade racional plena em meio a vida em sociedade. Por isso Aristóteles afirma que o todo deve necessariamente ter precedência sobre as partes e o Estado deve ser superior ao indivíduo.

Aristóteles vincula ainda a política com a virtude e o bem, sendo a virtude algo que deve ser atingida pela organização e ação coletiva da comunidade, não sendo possível pensar em ser feliz sem ser virtuoso.

Senhores Vereadores e Senhoras Vereadoras:

Ana Lúcia Francisca de Oliveira Muniz, Clédison Guimarães da Conceição, Daniel César da Silva, Gilberto Lira dos Santos, Jilson Cardoso de Macedo, José Albino de Carvalho, Mirele Borges da Gama, Valdete de Souza Fernandes, Paula Esdras Costa Alves, Roberto Silva dos Santos e Rômulo Sá Rebelo de Araújo.

Hoje Vossas Excelências estão cumprindo uma das funções de maior responsabilidade, a de nos representar!

Cotidianamente dedicados ao desenvolvimento da comunidade e suporte aos cidadãos. Enfrentam desafios e carregam consigo a responsabilidade de nos representar, nem sempre são devidamente reconhecidos. Vivem sob pressão direta e indireta, seja da família, eleitores, conhecidos e desconhecidos.

Enfatizamos a necessidade da união da categoria enquanto agentes políticos.

Parabéns a todos e a todas que buscam com afinco exercer com identidade e transparência as melhores providências para mim, para, nós, para meu povo, para o seu povo! A prioridade é o benefício coletivo!”